segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ceará Music 2012: Pitbull, Evanescence e Simple Plan Fizeram a Festa da Galera e a Gente Te Conta TUDO... e Um Pouco Mais (rs)!


Após dois longos anos de muitas saudades, um dos maiores e melhores festivais de pop rock da América Latina finalmente está de volta! O Ceará Music, em sua décima primeira edição, tinha desde o início a difícil missão de superar, ou pelo menos equiparar-se a anterior, realizada em Outubro de 2010, onde a banda americana The Black Eyed Peas era nada menos que a atração principal.

Passando longe de qualquer margem de erro, a produção do Ceará Music trouxe este ano, não uma, não duas, mas SEIS atrações internacionais, fazendo a festa do público e garantindo mais uma edição histórica. Teve do reggae ao rock, passando pelo pop, hip-hop e eletrônico.

O Ceará Music, nestes mais de 10 anos de história, já experimentou um pouco de tudo, e tem pleno conhecimento sobre o que fazer ou não em um festival. Eles sabem como atrair o público, como conquistar o público e como fazer este mesmo público voltar com os amigos para as próximas edições.

O que vocês conferem agora é um apanhado geral do evento. O desempenho das atrações durante as mais de 30 horas de música que rolaram nos dois dias de festival, as diferentes reações e o comportamento do público, depoimento de fãs, as melhores opções de entretenimento trazidas pelos patrocinadores em seus stands, engajamento digital, ambientes e muito mais! Vamo nessa?


Em 2012, as novidades já começaram na localização das entradas que davam acesso ao festival, que sairam da entrada lateral esquerda do Marina Park Hotel e foram para a direita, aumentando a viabilidade do trânsito (já que agora não seria mais necessário fechar uma das vias de acesso da avenida), além da tranquilidade e segurança da galera presente (que curtiu não ter que descer em frente a... vocês sabem o que). Favela! Pronto, falei, tô leve.


Abrindo o festival, Mafalda Morfina seguida pela primeira atração internacional, Ali Campbell, ex-vocalista da britânica UB40 (que a gente ama desde que ouviu a parceria com Lady Saw "Since I Meet You Lady" lá em 2001), que chegou trazendo good vibrations para o festival com seu reggae contemporâneo delícia de se ouvir e gostoso de se dançar e curtir.

Logo na sequência, a banda Charlie Brown Jr. chega com toda a sua malandragem levando o público ao delírio. Com alguns de seus maiores sucessos, como "Só Por Uma Noite", "Ela Vai Voltar" e "Papo Reto", Chorão e companhia chegaram com pinta de headliners, mostrando que não estavam ali para ser coadjuvantes de ninguém. O ponto baixo deste show, por alguns momentos, foi a pouca interação do público, que era convocado a todo momento pelo vocalista da banda a interagir, mas acabava por simplesmente "ignorar". Quem também notou vez por outra a cara de "WTF?" do Chorão dá RT! Uma sugestão para o próxima edição do evento é a volta da passarela no palco principal. A aproximação, um contato visual mais concreto entre o público e o artista é muito importante para o sucesso de um show. Com uma passarela chegando a pelo menos 20 metros da pista, a Família Charlie Brown teria efetivado com mais fervor a sua participação neste show.


Mick Ucknall, ex-vocalista do Simply Red, entraria na sequência, então eu aproveitei este momento para dar uma volta e ver como estavam os stands dos patrocinadores este ano (rs). Nas edições anteriores, dois dos meus favoritos, amparados pelo quesito novidade, foram a tirolesa da Lojas Renner e o touro mecânico da Ypióca, mas para 2012 quem elevou o conceito de experiência sensorial e adrenalina foram Richester e Coca-Cola com seus jogos musicais interativos.

Richester e Coca-Cola apostaram em ações interativas e acertaram em cheio

Com a Richester, em uma distância de dois ou três passos, você facilmente transitava entre o melhor de dois mundos. Tendo a The Michael Jackson's Experience de um lado e o Guitar Hero do outro, todos os presentes puderam vivenciar a experiência de ser o Rei do Pop ou um grande astro do Rock por uma noite. Para os melhores, wafer Escureto coberto com chocolate e o novo Amori 100, wafer com recheio de coco e cobertura de chocolate. Delícia :9

Já na Coca-Cola o que valia mesmo era o seu conhecimento técnico enquanto dançarino profissional. No Dance Central, a festa já começava na fila. Todo mundo dançou e coreografou ao som de alguns dos maiores hits do momento interpretados por Bruno Mars, Missy Elliot, Little Boots dentre outros. De prêmio, mini Coca-Cola Zero e pulseiras para o Frontstage!

A nossa única sugestão/solicitação para estes patrocinadores, é que na próxima edição ambos nos agraciem com a sua presença, pelo menos, até as 5h da manhã.

De volta ao Palco Nações para o show do Pitbull, a falta de educação tomou de conta quando mais ou menos 25% do público presente começou a vaiar a não entrada do rapper "no horário". Ainda não sei bem onde foi que esse povo viu agenda de shows do Ceará Music divulgadas em horário específico. Até onde nós sabemos, o festival divulgou a ordem dos shows, mas em momento algum disse que atração W ou X entraria em horário Y ou Z. Pobrezas a parte, Pitbull subiu ao palco e calou a boca dos recalcados que parecem gostar de pagar caro para que os outros vejam o quão pessimamente educados por suas mães eles foram.


Ao som de "Mr. Worldwide" e "Hey Baby (Drop It To The Floor)", o rapper subiu ao palco e fez com que cada uma das pessoas presentes no Marina Park Hotel tirassem o pé do chão. Na sequência "Gimme A Bottle", com sample de "Seven Nation Army" do White Stripes, fez até os mais de esquerda, ali presentes apenas para conferir as atrações representantes do rock, dançarem como se não houvesse amanhã. Nós vimos gente, não adianta negar agora. Temos fotos e fatos.



"Watagatapitusberry" e "Gimme That Ass" vieram logo em seguida com um trecho de "Sexy And I Know It" do LMFAO fazendo o chão abrir com os pulos da galera. "International Love", uma de suas melhores faixas em parceria com o Chris Brown, foi cantada em coro. "Hello", "Party Rock Anthem" e "I'm In Miami Bitch" transformou o Palco Nações em Eletromundo (ambiente do evento voltado para a música eletrônica) e aí eu não conseguia ver mais nada porque algumas pessoas pulavam muito alto.

Ao final, Pitbull conversou um pouco com o público, que conseguiu acalmar os ânimos, mas não por muito tempo. Um riff de "Sweet Child O' Mine" dos Guns N' Roses começou a tocar, levando os rockeiros (em especial dois que estavam do meu lado com camisetas dos Titãs) novamente a aproveitar o show. Quando "Rain Over Me" começou a tocar eles sentaram de novo, mas eu e o restante do público não. ♫ Ay ay ay, ay ay ay Let it rain over me ♪ fez a chuvinha (que rolou por alguns instantes na noite de Sábado do festival) se fazer necessária, porque o negócio ficou quente!



É, mas pra esfriar foi questão de uma música. Mais que uma estrofe de "Ai Se Eu Te Pego" do Michel Teló não foi necessária para se ver a cara de boa parte do público virando assim meio torta de uma hora para outra. Nessas horas é que eu tenho vergonha de ser brasileiro, sabe? Não pela música, porque apesar de não ser o meu estilo musical favorito, eu reconheço o seu potencial comercial e o apelo popular, mas sim pela falta de respeito de certas audiências que acham que sabem o que é bom e o que é ruim e simplesmente desprezam aquilo que não lhes convém. Preciso dizer que o Pitbull ficou com a cara no chão quando quase ninguém cantou a música? No Rock In Rio Madrid todo mundo cantou. Pois é. Quem sabe se antes todos tivessem visto o vídeo da galera de lá dançando e curtindo a música talvez tivessem feito o mesmo, já que por aqui fazer o Rec Repete de tudo que a galera da gringa faz é a única moda que nunca sai da estação.



"Bon Bon", com sample do hit "We No Speak Americano" de Yolanda Be Cool, e "Throw Your Hands Up", com sample de "Vem Dançar Kuduro" do Lucenzo, vieram logo em seguida com um trecho de "Feel So Close" do DJ Calvin Harris e "Back In Time", trilha de MIB - Homens de Preto 3! Na sequência o maior hit solo da carreira de Pit, "I Know You Want Me", fez todo mundo cantar e dançar, mas o melhor ainda estava por vir. Era "On The Floor", um de seus maiores sucessos em parceria com Jennifer Lopez! "I Like It", em parceria com Enrique Iglesias, e "Dj Got Us Falling In Love Again", com o Usher, precederam "Hotel Room Service", um dos primeiros hits mundiais do rapper, lançado em 2009, que tocou nas rádios até semana passada mas que até hoje a galera não sabe a letra. Era o Pitbull cantando: -We at the hotel, motel... e a galera: cri cri cri; We at the hotel motel, cri cri cri. É HOLIDAY INN meu povo! Detalhe que aqui em Fortaleza tem um hotel famosíssimo com esse mesmo nome. Plmdds. Mas tá, vai...



Graças a Deus, "I Gotta Feeling" do The Black Eyed Peas todo mundo sabia a letra (ou quase, rs). "Loca People" veio logo em seguida precedendo o gran finale do show com o maior hit de Pitbull de todos os tempos: "Give Me Everything", faixa em parceria com Ne-Yo e Nayer que foi #1 nos Estados Unidos, Reino Unido, Bélgica, Canadá, Irlanda e Holanda, figurando também entre as 5 mais de 12 países. Pitbull saiu e logo em seguida entraram os Titãs para fechar com chave de ouro o primeiro dia de Ceará Music.



Pitty, Martin e seu Agridoce abriram o segunda noite de festival tocando apenas músicas do projeto paralelo da dupla. Felizes com a recepção do público, os dois disseram em uma coletiva que rolou logo após o show que ficaram de cara pelo fato de boa parte dos presentes já saberem cantar as suas músicas. Em 9 meses de turnê, esta foi a primeira apresentação da Agridoce em Fortaleza.

Após o show, momentos de tensão. Pierre, Jeff, Chuck, Sébastien e David, o Simple Plan, estavam prestes a entrar no palco, mas, antes mesmo do show começar, já podiamos ouvir os gritos histéricos das fãs da banda por toda parte. Um apanhado geral dos maiores sucessos + as principais faixas do novo álbum Get Your Heart On, David (que já tinha tomado uns gorós) se atirando do palco em cima da galera, e os covers de "Moves Like Jagger" do Maroon 5 e "Sexy And I Know It" do LMFAO foram alguns dos pontos altos do show. Pra fechar, "Perfect", deixando "Crazy", que em boa parte dos shows desta nova turnê é a saideira, de fora :/

Loucuras de fã: Effemberg Gomes, fã do Simple Plan e vencedor da promoção do Ceará Music que dava direito a um Meet & Greet com a banda, falou pra gente um pouco sobre o seu plano simples para conseguir se aproximar dos caras:

"Na sexta, passei o dia todo atrás deles. Quando a banda chegou, haviam cerca de 50 pessoas no aeroporto e eles falaram com TODO MUNDO. No hotel não foi diferente. Após atender os fãs, passaram a tarde da sexta bebendo e curtindo na piscina do hotel. Eu e as minhas amigas, claro, não saímos do lado deles. O hotel estava cheio de fãs e, mais uma vez, quem pedisse fotos eles tiravam de boa. Na noite da sexta fizemos amizade com Chuck, o baterista, no hall do hotel. Ele passou um bom tempo conversando com a gente e os outros estavam sempre passando. Durante os shows de sexta, eles estavam no Premium Lounge andando traquilamente e falando com todos. Já no sabado, eu ganhei o Meet & Greet. Quando eles entraram na sala me reconheceram de cara. Nessa hora a gente pôde falar tranquilamente com cada um deles, tirar fotos individuais, abraçar, aí depois nos despedimos e pronto. Foi maravilhoso! Eles são os mais simpáticos do mundo! A melhor banda EVER! Ainda estou sem voz de tanto gritar todas as músicas."


O Rappa entrou logo na sequência dando o recado indireto para a organização do evento: "Desculpem os gringos, mas vamos valorizar as bandas nacionais". Tá certo, a gente valoriza, mas você tem que jurar que vai quebrar todos os seus discos do Bob Marley e ouvir só Rappin Hood. PF! Todas as bandas ali presentes são valorizadas, do contrário não estariam ali. Falcão de recalque. #2012Feelings, porque né?. Enquanto a catinga de maconha subia, eu aproveitei pra dar mais uma dançadinha nos stands da Richester e Coca-Cola. Beijos não me liga Hawk, fui!

Depois de ganhar muitos biscoitos e refrigerantes voltei para ver o show mais aguardado da noite: o do Evanescence! Com uma áurea de mistério no ar, Amy Lee e banda já entraram botando o público na parede e perguntando ♫ tiuan tiuan tiuan ♪ ♫ Do what you what you want? ♪ ao som do primeiro single de seu mais recente álbum. "Going Under" veio na sequência, e aí minha filha, aquele Marina Park só não veio abaixo porque a estrutura de lá é muito boa, porque olha, vi gente dando uns pulos de mais de 1 metro e meio de altura e eu tipo:


Passado o susto, a banda começou a tocar faixas do novo álbum uma atrás da outra. Daí veio "Lithium" daqui, "Call Me When You're Sober" dali, "Bring Me To Life" e "My Immortal", que fechou o show com muita emoção cantado em coro pela galera. Não fosse o fato de "Everybody's Fool", "Sweet Sacrifice" e "Good Enough" terem ficado de fora o show teria sido 100%. Mas foi 99. Amy Lee estava afinadíssima, a banda afiadíssima e a galera animadíssima. Logo após a última faixa os membros da banda começaram a jogar meio palco pra galera. Era toalha, palheta, até disco autografado teve que eu peguei. Mentira, quem pegou foi esse menino aqui:


Logo depois fui dar mais uma dançadinha nos games sensoriais (viciei, rs) mas começou a chover e eu logo corri para o abrigo mais próximo. O BOA Noites Cariocas é um ambiente montado no espaco Atlântico do festival que conta com projeções temáticas em 3D de alguns dos principais ícones da cidade maravilhosa, como o Cristo Redentor e o Pão de Açucar. A vero-semelhança do ambiente com as noites cariocas era tão real que até meu celular tentaram roubar, acredita? E eu: -Mas gente, a Antarctica caprichou mesmo, né? Pensou em todos os detalhes e tal rçççççç. Venenos escorrendo pela boca a parte, logo fui atrás de um segurança para avisar que o baile de Funk Charm tinha virado Proibidão meets Furacão 2000, mas quando eu cheguei lá, os pobres dos seguranças já estavam com meio mundo de problemas, leia-se carteiras roubadas e recuperadas, nas mãos em busca de localizar os donos. Fiquei com vontade de ajudar, pedir pra anunciar no microfone do Palco Nações, sei lá, mas me manquei e fui ver The Used feliz da vida porque meu celular ainda estava comigo.


Quando o The Used, que é a banda que vem abrindo pro Evanescence nos shows de sua turnê, entrou, 80% do público estava sentado no chão, e assim permaneceu. Só que o que eles (o público) não esperava, é que eles (a banda) não fossem estar nem aí. Os verdadeiros fãs do The Used estavam "em cima" do palco no Frontsage e coladinhos na grade da pista cantando todas as suas músicas. Gestos obscenos, o vocalista Bert McCracken mandando todo mundo se f*der (também amei aquela parte em que ele disse: -Nós somos a The Used! Nós não somos o Pitbull! HAHAHA Genial!), e a participação de uma das maiores fãs da banda no palco foram alguns dos pontos altos do show.

A universitária Fernanda Beviláqua, de 19 anos, foi convidada pela banda para cantar a faixa "Blue & Yellow". Em entrevista para o G1, Fernanda disse que já sabia que neste momento do show a banda sempre chamava um de seus fãs da platéia para cantar com eles no palco. Para chamar a atenção dos músicos, a estudante cantou todas as músicas e gritou bastante durante o show, garantindo assim a sua participação. Em um rápido bate-papo na tarde deste domingo (14), Fernanda nos falou um pouco sobre a sensação de subir no palco e poder cantar com a sua banda favorita:

"Eu fiquei tão extasiada que não consegui nem chorar. Eu só conseguia gritar e cantar. Na hora, e até um pouquinho depois, ainda não tinha caído a ficha do que tinha acontecido. Só hoje eu fui me dar conta de que tinha cantado, dançado, conversado e olhado no olho do cara que eu nunca sequer poderia ir a um show! Depois da apresentação, eu e duas amigas que estavam comigo fomos ao hotel para falar com eles. Eu perguntei a ele (Bert) qual música que eles mais tinham gostado de cantar, e ele respondeu "Blue & Yellow", a música que eu cantei com eles."
Depois do show dos caras, bebi um pouco e fui descansar em um daqueles deliciosos puffs espalhados pelo camarote do Frontstage e por lá fiquei. O Biquini Cavadão entrou e eu sai, com a certeza que já tinha aproveitado tudo que tinha para aproveitar naquele dia.

Em um balanço geral, o Ceará Music continua com a mesma boa forma de sempre. Atrações de peso, opções de entretenimento, segurança garantida (salve exceções) e o conforto de se sentir em casa curtindo com os seus amigos os shows das suas bandas favoritas! Que venham 2013, 2014, 2015... Ontem, hoje e sempre, quando me perguntam sobre Ceará Music a minha resposta é apenas uma: Tô nessa!


Em nome do Data Clipe, eu gostaria de agradecer a Richester, a M. Dias Branco e a agência PaperCliQ não só pelo convite para marcar presença no evento, mas também por aquele kit cheio de delícias que eu estou comendo aos poucos na tentativa de que durem para sempre! Valeu gente o/