domingo, 26 de abril de 2015

Quase 20 anos depois de ''Torn'', Natalie Imbruglia segue em busca do relacionamento perfeito no clipe de ''Instant Crush''!



Em março passado eu fiquei pra lá de animado com a notícia de que a australiana Natalie Imbruglia, que havia entrado em uma espécie de hiato musical para se dedicar a sua carreira de atriz, finalmente voltaria a ativa com um novo trabalho. Tá, eu não sou lá muito fã da fia, mais por não ter acompanhado a sua trajetória do que por qualquer outra coisa, mas é que, por mais que não sejam muitas, ela tem em seu catálogo algumas canções pra lá de marcantes que eu simplesmente adoro, como, por exemplo, "Torn" (extraído de seu álbum de estreia, o Left Of The Middle de 1997), "That Day" e "Wrong Impression" (ambos do sucessor White Lilies Island de 2001).

Counting Down The Days e Come To Life vieram algum tempo depois (em 2005 e 2009 pra ser exato), e, só agora, seis longos anos depois, Natalie volta a dar as caras com Male, seu quinto álbum de estúdio, que chega as lojas no próximo dia 28 de junho pela Sony Music. E, eu não sei se vocês lembram do penúltimo disco da Anastacia, o It's a Man's World, mas esse novo da Imbruglia chega exatamente com a mesma premissa. Sim, é um álbum só com covers de músicas originalmente interpretadas por artistas masculinos. Com um total de doze faixas, o disco contará com covers de Damian Rice, Josh Pyke, The Cure, e, pra dar início aos trabalhos, Natalie escolheu nada menos que "Instant Crush". Sim, o hino do Daft Punk em parceria com Julian Casablancas do The Strokes.

Assim como no clipe de "Torn" (que, pra quem não sabe, é um cover da banda de rock alternativo Ednaswap), Natalie faz de "Instant Crush" sua mais nova tentativa de viver um relacionamento perfeito. É, mas diferente do vídeo que ilustra o maior hit de sua carreira, onde ela pôde, metaforicamente falando, contar com a ajuda do diretor e de toda sua equipe para que as coisas dessem certo, em "Instant Crush" a cantora, aparentemente, é a única disposta a se sacrificar para que a sua casa continue de pé. Ainda no campo da metáfora, Imbruglia e seu companheiro, que faz as vezes de manequim (sim, aqueles de loja), vivem como uma típica e inexistente família perfeita (tipo aquelas de comercial de margarina, sabe?), que, à vista de todos, pode até ser de encher os olhos, mas por trás conta com uma série de problemas, sendo o maior deles, o desprezo sofrido por ela, mesmo fazendo de absolutamente um tudo para agradar. É, mas uma questão que fez com que eu refletisse e eu gostaria de compartilhar com vocês é: será que de fato ela está sendo desprezada ou simplesmente vivendo numa realidade paralela onde, para ela, aquela seria a verdadeira representação de um relacionamento perfeito? Fica o mistério! Confira: