quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O fim da minha relação de indiferença com a Grimes + clipe de ''Kill V. Maim''!



Olha, eu não sei vocês, mas eu nunca dei muita bola pra Grimes. Sempre achei a fia super estranha, como se fosse uma mistura de Lady Gaga e Marina And The Diamonds underground level hard ao ponto de eu simplesmente não conseguir entender qual era a mensagem que ela estava tentando passar em suas músicas e vídeoclipes. É, mas, eis que nessa terça-feira (19) a fia me inventa de lançar o clipe da segunda música de trabalho de seu quarto álbum de inéditas, o Art Angels, e, com o intuito de traçar pelo menos um breve comentário aqui pra vocês, resolvi dar uma revisitada em seu vídeo anterior para as faixas "Flesh Without Blood" e "Life In the Vivid Dream", que, apesar de serem divididas em dois atos, fazem as vezes de um único vídeoclipe.

Ainda com certa dificuldade para entender o que a fia estava tentando passar com aquela verdadeira miscelânea exótica de informações, resolvi dar uma conferida na letra da música e eis que o meu queixinho foi parar simplesmente no chão. Não muito diferente do que nós ouvimos das outras duas cantoras pautadas no início desse post, a fia fala em suas músicas sobre temas recorrentes na vida dos jovens, como amor, traição e desiluões amorosas, algo bem difícil de se acreditar tendo em vista toda essa metáfora bizarra que ela faz uso para se expressar em seus vídeoclipes. Olha, eu não sei vocês², mas quando eu via qualquer clipe ou ouvia qualquer música da Grimes, imaginava que ela estivesse falando de qualquer coisa pactos demoníacos, sacrifícios humanos, mutilação animal, menos amor.

Sério! Eu tô simplesmente bestificado (e encantado ) com essa letra de "Flesh Without Blood": Eu não vejo a luz que eu via em você / E agora eu não me importo mais / Amor, acredite em mim / Eu não sei quantas vezes você destruiu tudo que amava / Incontrolável / Se você não precisa de mim / Apenas me deixe ir. Muito amor (e sofrimento), né gente? É aquela clássica história do não julgue o livro pela capa sendo reproduzida ao vivo e a cores aqui no blog pra todo mundo ver. Tá, mas agora que eu já desabafei sobre a minha ex-indiferença, agora amor eterno, pela Grimes, vamos falar sobre o clipe de "Kill V. Maim"? Tá, mas antes vamos ver o de "Flesh Without Blood" só mais uma vezinha, por favor? Viciei gente, me deixa!


Com uma estética similar a do vídeo anterior, em "Kill V. Maim" Grimes aparece trajando diversos figurinos que se você prestar bem atenção verá que são diretamente ligados aos, digamos, personagens de "Flesh Without Blood". O anjo da morte é um dos exemplos mais fáceis de se assimilar, tendo em vista que ele aparece como o oposto direto do anjo cowgirl do clipe anterior. E o sangue que jorrou das entranhas da Maria Antonieta meets Vovó Mafalda também se faz presente por aqui em forma de energético pra uma galera que parece ter saído daquela balada do filme do Blade direto pro clipe da fia. Diretamente influenciado pela cultura pop oriental, o vídeo conta com uma série de trajes, adereços e projeções absurdinhas que nos remetem quase que imediatamente ao jeitinho otaku de ser dos nossos irmãos de olhos puxados.

Diferente da sofrência tratada no single anterior, em "Kill V. Main" Grimes fala sobre um cara que faz as vezes de um legítimo mauricinho de classe alta, sem nada na cabeça, que leva a vida a curtir noitadas e arrumar confusão (curioso pra saber o alvo dessa indireta): Eu entrei numa briga mas estava indisposto / Eu estava dentro, apesar de toda aquela conversa inescrupulosa / Eu tenho amigos com coberturas e entro nos lugares de graça / Eu entrei numa briga, mas eles não me conhecem / Eu fiz uma coisa ruim, talvez estivesse errado / Às vezes as pessoas dizem que eu sou uma grande bomba-relógio / Mas eu sou só um homem e faço o que posso / C-O-M-P-O-R-T-A-R / Nos prenda / Gangster italiana / Parecendo tão preciosa / C-O-M-P-O-R-T-A-R / Nunca mais / Você desistiu de ser bom / Quando declarou estado de guerra. "Retato de um Playboy" versão gringa, sim ou com certeza? Confira: