quinta-feira, 26 de maio de 2016

#BBMAs: Algumas considerações sobre a performance de Britney Spears na premiação!



Ainda dá tempo de falar de #BBMAs? Claro que dá, né? Ainda mais que a edição 2016 da premiação não foi um evento qualquer, mas sim a noite do grande retorno de Britney Spears aos palcos das premiações americanas (a performance previamente gravada de "Pretty Girls" ano passado não conta), uma vez que ela não se apresentava por lá desde a fatídica noite de 9 de setembro de 2007, quando mostrou ao mundo que o que acontece em Vegas nem sempre fica em Vegas, especialmente quando se trata de uma humilhação pública em rede nacional.

Quase dez anos se passaram desde que a Princesa do Pop sentiu, pela primeira vez, o gosto amargo do vexame. É, porque, até então, sua carreira era simplesmente intacta, senão contarmos, claro, as constantes alegações de playback, que, adivinha só: NINGUÉM SE IMPORTA! Esse tempo foi importante para que Britney colocasse sua vida pessoal e profissional novamente nos trilhos após o colapso sofrido por ela graças a um casamento fracassado, a possibilidade da perda da guarda dos filhos, além, claro, da perseguição da mídia. Ao longo desse tempo, Spears não só se reergueu, como colocou Vegas pra comer na palma da sua mão com a sua residência de shows, a Piece Of Me, que simplesmente modificou o cenário do entretenimento na cidade, potencializando a economia, o turismo e fazendo com que uma série de outros artistas de renome também tivessem interesse em desenvolver seus espetáculos por lá.

Britney Spears renasceu como uma fênix nos palcos da cidade que a viu dar o tropeço que sucedeu numa série de derrapadas. Cenários, cores e até figurinos ganharam um upgrade no que, para muitos, parecia apenas uma versão pocket de sua residência, mas não. Era Spears tendo uma segunda oportunidade de mostrar para o mundo que amadureceu como pessoa, evoluiu profissionalmente e está melhor do que nunca. Por que cantar uma música se ela pode cantar sete? Lançamento? Não, não. Britney precisava sentir a energia do público cantando seus maiores sucessos e o prestígio de seus colegas da indústria que assistiram a apresentação e a ovacionaram de pé.

"Work Bitch", "Womanizer", "I Love Rock N Roll", "Breathe On Me", "I'm a Slave 4U", "Touch Of My Hand" e "Toxic" foram as faixas escolhidas por ela para abrir e fechar a noite, que funcionou como uma espécie de continuação bem sucedida da performance de "Gimme More" no VMA 2007, com tudo. É, porque, depois de sua apresentação, parecia que nós estávamos assistindo mais a um grande pós-show do que qualquer outra coisa. Com exceção de Madonna, é claro, que, juntamente com Celine Dion, Ke$ha e Rihanna, dividiram com Spears os holofotes e assinaram como grandes headliners da noite. É, mas o show completo foi dela. Playback? Não só fez como faz, mas em termos de entretenimento, é um pacote completo, porque ainda tá pra existir uma artista que consiga agitar e prender a atenção do público como ela. Beyoncé, talvez. Ninguém mais. Bem-vinda de volta Princesa do Pop. A cidade do pecado, bem como o mundo, a reverencia e curva-se novamente a seus pés.