domingo, 24 de julho de 2016

Netflixing: Ansiedade, nervosismo e imersão não faltam em Stranger Things!



O que dizer de Stranger Things que eu nem mal maratonei e já considero pacas? A Netflix tá cada dia mais manjona, né gente? Tanto que eu resolvi criar uma coluna nova aqui no blog só pra dar dicas de filmes, séries, documentários e afins pra vocês assistirem nela sem precisarem ficar zapeando no site ou aplicativo pelo resto da vida. Na Netflixing (eu e essa minha mania de verbalizar tudo), vocês vão encontrar à cada semana uma sugestão bacanuda de algum dos inúmeros títulos presentes no catálogo da nossa locadora (onde você não precisa sair de casa pra alugar, rebobinar depois de assistir, nem pagar multa por atraso na devolução) favorita do mundo e da vida. Pra começar com chave de ouro, nada como falar do lançamento mais topíssimo dos caras, Stranger Things, série que ganhou o mundo no último dia 15 de julho e já caiu nas graças da galera.

~Coisas Estranhas~ conta a história do desaparecimento de um garotinho chamado Will, que, ao voltar pra casa depois de uma partida de RPG com os amigos, é perseguido por um ser misterioso que acaba por abduzi-lo. Isso de noite, tá? Daí no oooooutro dia de manhã é que a mãe do fio, interpretada por Wynona Rider (que, aliás, tá um escândalo no papel de Joyce Byers), vai dar falta dele, ligando para amigos e só depois indo bater na delegacia em busca de ajuda para encontrar o garoto. Enfrentando certa resistência por conta do delegado, que acredita que o menino pode ter fugido, se escondido ou simplesmente ido encontrar o seu pai, a fia começa a sentir o desespero bater na porta da sua casa, da sua vida e das suas estruturas ao receber uma ligação no melhor estilo O Chamado onde o tal ser misterioso ameaça matar o seu filho em sete dias. Tá, não, mas poderia ser (até porque o tempo da trama principal da série se dá mais ou menos nesse período). Só sei que o babado começa a ficar ainda mais forte porque, ao longo dessa ligação, a fia garante que ouviu a respiração de seu filho, tendo a certeza de que ele ainda está vivo... em algum lugar.

É, mas não é só ela que tá doida se batendo atrás do paradeiro do Will, não. Seus amigos Mike, Dustin e Lucas também estão curiosos para saber onde ele está, envidando todos os esforços para localizá-lo (detalhe que até aí ninguém faz ideia se o sumiço se deu por sequestro, morte ou derivados). Contrariando as ordens do policial Jim Hooper, os três rumam floresta adentro na tentativa de encontrar pistas da localização do fio. É, mas no caminho eles acabam encontrando uma outra criança. Eleven, apelidada carinhosamente de El, uma garotinha de poucas palavras, porém fodíssima, que possui poderes telecinéticos destruidores. Daí pra frente a história se desenrola de uma maneira surpreendente, com uma profundidade espantosa e uma imersão maior que a de todas as telas IMAX do mundo juntas.

Uma ode a década de 80 (época em que se passa a história), Stranger Things recebeu a benção de grandes nomes do cinema, como o mestre do horror Stephen King, bem como da audiência, por aliar nostalgia e inovação, com direito a uma trilha sonora de primeira (já tem playlist no Spotify) e referências a cultura pop oitentista (músicas, filmes e jogos), prestando o seu fanservice de maneira complementar e não alheia a história, permitindo que qualquer um que a assista possa se identificar com a série e cada um de seus personagens. Suspense, mistério e ficção atrelados a ansiedade, nervosismo e aflição da melhor qualidade. Confira o trailer (+ os oito primeiros minutos do episódio de estreia):





Os oito episódios da primeira temporada de Stranger Things já estão disponíveis na Netflix. Corre lá pra assistir e depois cola aqui pra me contar o que achou. Antes mesmo de sua estreia, a série já teve a sua segunda temporada confirmada, ou seja, daqui a pouco menos de 365 dias teremos novos episódios e muitas coisas estranhas acontecendo com Mike, Will, Eleven e sua turma. Já quero!