terça-feira, 23 de agosto de 2016

"Liar" X "Cry Me a River": O que demorou mais, a resposta ou a vergonha na cara?



Não se fala em outra coisa! O Glory, nono álbum de inéditas da Britney Spears, vazou no último final de semana e, tão logo ele chegou aos nossos ouvidos, não tardamos em identificar alguns, digamos, shades (ou será que devo dizer acertos de contas?) presentes no registro. Ao longo da madrugada do último sábado (20) comentamos faixa a faixa em nossas redes sociais e, ao longo desse processo, encontramos canções que remetem, não só a acontecimentos recentes da vida da Princesa do Pop, mas também a fatos que, de tão ultrapassados, acreditávamos que nunca mais seriam abordados.

Como vocês já devem saber, vide título do post, estamos falando de seu término com Justin Timberlake, acontecimento este que, por incrível que pareça, ainda inflama os tablóides até hoje. Coincidência ou não, poucos dias antes do disco cair na web, o Buzzfeed fez uma publicação onde falava sobre o fato de JT estar usando o nome de BS para se autopromover, desde a sua saída do 'N Sync (a gente sabe que começou bem antes disso), até os dias de hoje. Apesar dele ter negado incontáveis vezes, todo mundo sabe que "Cry Me a River" é SIM uma faixa que fala sobre o término dos dois. Assim como "What Goes Around... Comes Around" foi feita para tripudiar a já extenuada imagem de Spears, que passava por uma das piores fases de sua vida naquele momento.

É, mas, voltando pra "Cry Me a River", a faixa é bastante direta no que diz respeito ao fim do relacionamento dos dois. A mídia queria ouvir da boca dele, através de um pronunciamento oficial, mas tava tudo ali, na letra da música: Você se aproveitou de uma oportunidade para fazer outros planos / Mas eu aposto que não fazia ideia de que eles poderiam desabar / Você não precisa assumir o que fez / Eu já sei de tudo / Descobri através dele / Agora já não há mais chance para nós dois / E nunca haverá / Suas pontes foram queimadas e agora é a sua vez de chorar. Alguma dúvida de que Britney foi acusada de infidelidade? Tá tudo bem claro pra mim.



Culpada ou não, tudo que Spears menos queria era dar assunto pra mídia e ter que esmiuçar os por menores do fim de sua relação em algum impresso ou programa de tv. Visando acalmar os ânimos de todos, agitados pelas constantes declarações de Timberlake, ela não tardou em compôr uma carta aberta de desculpas para seu ex-namorado, não só assumindo a culpa pelo fim do romance dos dois (nunca confirmando que o traiu, tá?), como declarando que, mesmo em meio a tantos ataques, ainda o amava. Pra quem não sabe, eu tô falando de "Everytime", faixa do In The Zone, lançado em 2003, um ano após o Justified: Eu quero acreditar que você está aqui / Só assim consigo ver tudo mais claro / O que eu fiz? / Você superou tudo tão rápido / Sempre que tento voar eu caio / Me sinto tão pequena sem minhas asas / Acho que preciso de você / Sempre que te vejo nos meus sonhos / Seu rosto está la, me assombrando / Acho que preciso de você. Mais claro que água, não é mesmo?



Com a chegada de "Liar" (Mentiroso em inglês), muitos disseram que Britney demorou demais para dar sua reposta, uma vez que "Cry Me a River" foi lançada há quase 15 anos. É meus caros, mas, como vocês puderam ver, a réplica foi dada já ano seguinte, onde ela respondeu aos ataques com uma declaração de amor e acabou sendo total e completamente ignorada por seu ex. Aquela era a ocasião perfeita para que fosse passada uma borracha em cima de tudo e os dois pudessem seguir as suas vidas... juntos. Como a gente bem sabe, Justin não só não aceitou as desculpas dela, como continuou a fazer uso desse acontecimento para ostentar a sua imagem de bom moço enquanto seus discos voavam das prateleiras.

Todo mundo sabe que, depois do In The Zone, a vida pessoal e profissional de Britney virou um verdadeiro caos. Casamento mal sucedido, risco de perder a guarda dos filhos pro canalha do Kevin Federline e uma depressão controlada após quase uma década de muitos (mas MUITOS) medicamentos são alguns dos saldos dessa época que a gente rememora sempre que resolve puxar um extrato. Finalmente recuperada, Spears volta, pouco a pouco, a andar com as próprias pernas e falar por si só, fato este refletido diretamente no Glory, que é, sem sombra de dúvidas, o seu melhor registro desde o já citado In The Zone. Com o processo criativo de sua carreira novamente nas mãos, a fia não tardou em dar uma resposta digna para Timberlake, que, cá entre nós, fez boa parte de sua carreira em cima dela.

Em "Liar", a fia finalmente lava a roupa suja e o desmascara, atestando que ele é um mentiroso de marca maior: É tarde demais para desculpas / Não há nada que você possa me oferecer agora / Estou vendo você de joelhos / E já ouvi demais / Pode rastejar, porque eu nunca vou voltar atrás / Pode chorar, você não engana mais ninguém / Você sabe que eu sei que você sabe que eu sei / Que você é um mentiroso / Pode rastejar, implorar e sangrar / Fale, mas mantenha a mentira entre seus dentes / Eu estou à esquerda nas cinzas da ponte que você queimou / Você sabe que eu sei que você sabe que eu sei / Que você é um mentiroso. Em outras palavras, Britney Spears finalmente criou uma coisa chamada vergonha na cara e viu que, não é só porque amamos alguém, que devemos permitir que tal pessoa zombe, desrespeite e menospreze os nossos sentimentos. É como a minha mãe sempre diz: Vergonha na cara é uma coisa que a gente demora a criar, mas quando cria... é de uma vez!

Kings Of Leon anuncia sétimo álbum de inéditas através de teaser surpreendente!



Eu já dei cada grito aqui em casa que vocês tem noção! Quando eu vi alguns veículos noticiando a chegada do sétimo álbum de inéditas do Kings Of Leon, que, pra quem não sabe, é uma das minhas bandas de rock favoritas, eu fiquei felizão, claro, até porque os caras tem conseguido se superar à cada nova produção, fazendo com que o meu registro predileto deles mude à cada novo lançamento, mas sabe o que me levou, de fato, à loucura com relação a essa confirmação? Os teasers divulgados pelos fios através de suas redes sociais.

O primeiro deles, onde vemos um pequeno frame de cada era seguido de um registro em vídeo da banda em estúdio, foi até comedido, e bem nos moldes de algo que a gente esperaria ver num teaser do KOL, agora o segundo... Gente, que loucura é essa? Juro pra vocês que se qualquer pessoa chegasse me dizendo que se tratava de um viral ou algum outro tipo de material promocional relacionado a artistas como Miley Cyrus ou Katy Perry, eu acreditaria na hora. Agora Kings Of Leon?

Não confundam a minha surpresa com rejeição, até porque eu adorei tudo que vi e estou, não só maravilhado, como em choque com tudo que essa era terá para nos proporcionar. E o que dizer da mais nova foto de perfil dos caras? É essa aí que ilustra o post, ó! Jesus amado. Quase uma boyband. O que será que essas criaturas passaram esses dois últimos anos aprontando? Será que vai vir muito pop chiclete, com direito a coreô, sintetizadores e, quem sabe, até featurings com rappers por aí? Eu não duvido. Dá só uma olhada no teaser pra não dizer que eu tô exagerando.



Viram aí, né? Gente, será que o Kings Of Leon também vai Taylor Swiftzar? Não seria a primeira vez, né? Até porque, antes de serem uma banda de rock alternativo, os fios apostavam numa sonoridade mais brejeira, como que numa versão mais carregada da nossa música sertaneja (SÉRIO, vê aqui). Não, e detalhe, que o álbum se chama Walls, de sentido dúbio, servindo também como sigla para We Are Like Love Songs, mas a banda está chamando ele de #KOL7 em suas redes sociais. Tipo o #R8 da Rihanna, #B9 da Britney Spears e #LG5 da Lady Gaga. Tem coisa mais pop que isso? Ai, eu tô nervoso! O carro-chefe do disco se chama "What A Moment" e chega aos nossos ouvidos no próximo dia 12 de setembro (bem a tempo pro meu aniversário ). Só vem #KOL7, só vem!

Rob Thomas divulga clipe sóbrio para versão incrementada de "Pieces"!



O The Great Unknown, terceiro álbum de inéditas do Rob Thomas em carreira solo, tá completando um ano de lançamento essa semana e, para comemorar, o vocalista da Matchbox Twenty achou que seria uma boa liberar o clipe de seu mais novo single, "Pieces", que os fãs aguardam ansiosamente desde junho passado (antes tarde do que "Put In a Love Song", né mores?). Pra compensar a demora, o fio quis surpreender a todos lançando, já no vídeo, uma nova versão da faixa, que manteve a sua estrutura, mas recebeu elementos sintetizados que deram um ar mais radiofônico, sustando, ainda que de maneira moderada, a carga introspectiva da canção.

Atualmente em turnê com os caras da Counting Crows, o Rob não tava lá com muito tempo livre em sua agenda pra fazer uma produção mega elaborada, daí ele fez o que? Vestiu seu melhor traje esporte fino, empurrou seu piano de calda até o galpão do prédio onde mora, ligou a câmera e mandou bala. Gracejos à parte, o vídeo, que teve a sua direção assinada pelo Garen Barsegian da Whooden, coletivo nova-iorquino responsável por registros como "No Angel" da Beyoncé e "Antidote" da Swedish House Mafia, chega com uma pegada simples, sóbria e classuda, sem um roteiro propriamente dito, mas com uma edição competente que abusou de efeitos bacanudos envolvendo luzes, reflexos, distorção e profundidade. Assista:

Atração confirmada do VMA, G-Eazy lança clipe para "Calm Down"!



Se tem uma coisa que eu não tô conseguindo manter é a calma. O VMA já é no final de semana que vem e, como a gente bem sabe, Britney Spears fará o seu aguardadíssimo comeback enquanto performer à premiação onde ela não se apresenta há quase dez anos. E, como se a presença da Princesa do Pop já não fosse o suficiente, ela não vem sozinha. Um dos rappers mais quentes do momento (enquanto eu escrevo esse post o fio tá com três musicas no Hot 100 da Billboard), G-Eazy, estará por lá com ela apresentando "Make Me" numa performance que tem tudo para ser épica.

Apesar de estar na crista da onda, o G -Eazy é gente como a gente e sabe da responsabilidade que é se apresentar num evento dessa magnitude, ainda mais ao lado de um dos maiores ícones da música pop mundial. Pensando nisso, o cara resolveu tirar algumas horinhas dessa semana que antecede o VMA pra encontrar os amigos e fazer o que pode pra relaxar e manter a calma no clipe de "Calm Down", faixa integrante de seu mais recente álbum de inéditas, o When It's Dark Out, lançado em dezembro passado pela RCA (mesma gravadora de Spears) na gringa e Sony Music aqui no Brasil.

É, mas, como a sua agenda tá até a tampa de shows, Gerald (esse é o nome verdadeiro dele HAHAHA) não tinha muito tempo pra curtir, fazendo dos poucos mais de dois minutos de duração do vídeo uma farra digna de noitada, com direito a festinha privada, rolê com a galera e muita azaração. Todo em preto e branco, o vídeo também, conta com cenas de drift (aquele negócio que o carro sai rodando), lowriders violentos (aquele negócio que o carro sai pulando) e coreôs de hip hop freestyle (aquele negócio que a minha tendinite sai doendo) . Confira:

domingo, 21 de agosto de 2016

OBRIGADO PELA GLÓRIA ALCANÇADA: Britney Spears, Glory e uma década de reflexões!



Alguém consegue falar de outra coisa que não seja o Glory? O novo álbum de inéditas de Britney Spears, que sequer foi lançado oficialmente (só lá no México), quebrou a internet na noite do último sábado (20) logo após suas 17 faixas serem disponibilizadas (ainda que ilegalmente) na web. Soando total e completamente diferente de tudo que nós ouvimos dela na última década, o registro chega como um verdadeiro sopro de ar fresco, tanto para os fãs, como para sua discografia, que vinha agonizando com um conteúdo cada vez mais superproduzido.

Sem apresentar algo tão substancial desde o Blackout de 2007, Spears fez de Glory o primeiro de alguns passos que ela ainda vai ter que dar para se reestabelecer como uma artista de prestígio. É, porque, apesar de dinheiro não ser um problema, o mercado tem certos requisitos, estabelecidos tanto por seus componentes, como pelo público que o consome, para que um artista alcance a sua deferência. Britney já teve, perdeu e, ao que tudo indica, está finalmente correndo atrás do tempo perdido.


Os problemas que enfrentou em meados da década passada fizeram com que o mercado midiático amolecesse com ela (até porque, por muito pouco, os caras não a mataram). E, apesar disso ser algo ótimo no âmbito pessoal, é péssimo para o curso profissional, uma vez que Spears não se sentia desafiada a fazer absolutamente nada que estivesse fora da sua zona de conforto, dizendo, dentre outras anedotas, que não tinha nada a provar pra ninguém. Bem, ao que tudo indica, ela, por fim, caiu em si, e viu que tem sim muito a provar... pra ela mesma.

Apesar de não alçá-la a um novo patamar, o Glory a traz de volta para o exato ponto que há tanto fora forçada a desertar. Original Doll. Te lembra algo? No apogeu de sua juventude, Britney acreditou que seria capaz de tomar às rédeas, tanto de sua carreira, como de sua vida pessoal, e o resultado foi o que foi. Hoje, madura, mulher e bem menos impulsiva, trocou a panela de pressão pelo banho-maria, deixando cada um dos ingredientes da garota inconfundível que sempre foi encorparem de maneira homogênea e gloriosa.


Com elementos de estilos até então inexplorados por ela, o Glory já é, de longe, um dos registros mais plurais de toda sua carreira. Pop, rock, hip hop, reggae e até funk permeiam por entre cada uma de suas 17 faixas de uma maneira surpreendentemente linear. Ser cortes abruptos, lombadas ou interrupções. O álbum simplesmente flui. Quanto ao seu conceito, o disco é como um sonho bom, daqueles que chegam quando o nosso corpo, mente e espírito estão no mais alto estágio de trégua, relaxamento e elevação. Sem pressão ou estafa. Slowly but surely, sabe?

Com o claro intuito de se divertir, Spears fez uso de suas habilidades linguísticas, até então desconhecidas, e simplesmente surpreendeu. À primeira ouvida, a impressão que temos é que boa parte das faixas do Glory foram gravadas não em estúdio, mas no sofá de casa, enquanto Spears republicava suas imagens favoritas do Instagram, refletia sobre casos (e ex-casos) da vida e via seus filhos, cada vez maiores e, logo menos, independentes, correndo pelo jardim. Seria essa a glória tanto almejada e finalmente alcançada por ela? Arrisco afirmar que sim. E o melhor disso tudo é que, tão logo ela a alcançou, mesmo que por tabela, nós também a obtivemos.

sábado, 20 de agosto de 2016

VAZOU: Vem ouvir o Glory, novo álbum de inéditas da Britney Spears!



Por essa ninguém esperava! Eis que, enquanto Brasil e Alemanha se digladiavam em campo na final olímpica de futebol masculino, quem fez o gol mesmo foi Britney Spears, que finalmente deu luz ao Glory, seu novo e, à primeira ouvida, encantador álbum de inéditas. Tá, na real não foi um parto normal, mas sim uma cesárea, com direito a Nazaré Tedesco sequestrando o bebê de Neyde uma semana antes de seu lançamento e entregando pro mundo.


O lance é que o Glory começou a ser vendido já em versão física neste sábado (20) lá no México (?????), fazendo com que não levasse muito tempo até que links de download e streaming do mesmo começassem a pipocar na web. Com um total de 17 faixas em sua edição deluxe, o registro tem seu lançamento em escala mundial agendado para a próxima sexta-feira (26). Dois dias depois, Spears volta ao palco do Video Music Awards da MTV quase dez anos após sua última apresentação para uma performance que tem tudo para ser épica. Ouça: 

Oops!... a Britney nos pegou

Depois de 48 horas usando e abusando de links de download e streamings ilegais, chegou a hora de dar ao Glory o seu devido tempo, até porque, sexta-feira já tá aíney! É, mas, enquanto ele não chega, vamos aquecendo os motores ao som das faixas já liberadas do registro, bem como alguns remixes delícinha do carro-chefe "Make Me", disponibilizados numa playlist mara feita pela Princesa do Pop. Agora que você já sabe que o álbum tá do balacobaco, aproveite para adquirir o quanto antes a sua cópia da mais nova Bíblia do Pop, disponível em pré-venda nos formatos fisico (Saraiva, Cultura) e digital (Google Play, iTunes).